Um relato íntimo sobre a pandemia
- Luiz Henrique de Oliveira Carvalho

- 23 de mai. de 2021
- 3 min de leitura
A pandemia do coronavírus obrigou a humanidade a se confinar em casa, em tempos onde o simples ato de sair as ruas já não é tão simples assim, o isolamento social é a melhor opção para se conter a propagação da doença, aliado ao uso de máscaras e de álcool em gel, além de uma série de outras medidas. Em meio ao iminente caos social, diante dos conflitos causados por este nebuloso período pandêmico, trabalhar fora, fazer compras no supermercado, ir à escola ou até mesmo ir para uma festa na casa de amigos e parentes se tornaram coisas difíceis de se fazer, na verdade tornaram-se situações que devem ser evitadas a todo custo para frear a propagação da doença.
Obviamente que devemos proteger uns aos outros, mantendo o distanciamento, a quarentena, o monitoramento e controle de todas as nossas atividades que outrora eram vistas como comuns, cenas de nosso dia-a-dia que atualmente são desaconselhadas. Os Shopping Centers, antes sempre tão lotados de clientes, agora estão de portas fechadas para o público. Atividades que no momento são vistas com certa desconfiança e até mesmo com maus olhos, dignas de recriminação, como por exemplo ir a bares e praias para um “happy hour” ou aquele tão esperado descanso nos finais de semana.
Agora, imagine os profissionais que têm como meio de sua subsistência, atividades que são consideradas como essenciais, indispensáveis para que a população possa ter atendimento a serviços básicos, como os da área da saúde, por exemplo. Em um país com uma estrutura de serviços públicos tão debilitada, carente de planejamento e investimento por parte do governo federal, hospitais lotados e sem medicamentos, sem o número de profissionais suficientes para atender a população. Profissionais como os médicos e enfermeiros, entre tantas outras deveriam ser dignas de homenagens e agradecimentos, por exercer as suas funções dentro de hospitais sucateados, que não possuem os medicamentos e insumos necessários para o tratamento da covid-19.
Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), já estamos próximos a marca de 3,5 milhões de mortes no mundo, cerca de 430 mil vidas perdidas somente no Brasil devido ao vírus da covid-19 e também pela negligência por parte dos governantes. A cada novo noticiário que é transmitido, perdemos nossas esperanças de uma saída sem tantas perdas e de uma solução sem tanto sofrimento. Como obrigar os profissionais essenciais a colocarem suas vidas e as vidas de seus entes queridos em risco? Bons salários? Boas condições de trabalho? Em um país como o Brasil, que diminui a cada ano os investimentos direcionados ao setor de saúde pública? Certamente, não.
A única explicação realmente plausível e que vem a delinear a verdadeira motivação desse ato de heroísmo e dedicação é o de amor ao próximo. A empatia, a solidariedade, o humanismo que tem faltado por parte de nossos governantes é encontrado de sobra nos anjos da guarda que atuam na área da saúde. Têm sido muito desgastante, uma luta diária, sem descanso para os enfermeiros e médicos, muitos dos quais nunca haviam vivido uma experiência como essa. Essa jornada de trabalho define muito bem, que quem escolhe a área da saúde para trabalhar, não escolhe essa área somente por dinheiro.
A única coisa que se pode afirmar neste momento, é que façam o possível para se protegerem e proteger também os outros, use máscara de proteção, se higienize corretamente e evitem as aglomerações, não façam festinhas, não promovam esse tipo de evento, não é mito ou mentira, as mortes estão acontecendo de uma forma devastadora. São jovens e adultos que estão morrendo e não apenas idosos, pais, filhos, avós, pessoas com uma história e não apenas números de uma triste estatística. É necessário que todos colaborem para conter a propagação desse vírus e aguardem para que a situação se resolva, através da vacinação em massa. É essencial para que esses níveis caóticos não voltem a acontecer, para que posteriormente a população possa voltar as atividades cotidianas e os eventos que envolvam um grande número de pessoas.
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