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Saúde e tecnologia - Os “Smarts”

  • Foto do escritor: Camila Carvalho
    Camila Carvalho
  • 23 de mai. de 2021
  • 3 min de leitura

Os chamados "wearables", pulseiras ou relógios inteligentes estão dominando o mercado e são tendência na área da saúde


Nos grandes centros urbanos não é difícil encontrar alguém com um relógio ou pulseira inteligente. Além de sincronizar notificações, controlar o reprodutor de músicas, chamar um carro de aplicativo ou até pagar uma conta, esses dispositivos também podem ser aliados da saúde, e são cada vez mais populares.


Os wearables dão um retorno de dados individualizado, em tempo real e conforme os objetivos do usuário. São simples de recarregar, além de serem pequenos, facilitando o uso. Eles ainda utilizam os smartphones para processar os dados mais complexos, mas a tendência é que a autonomia do processamento aumente com o tempo e a popularização dos aparelhos.


O mercado mundial dos dispositivos móveis está atualmente avaliado em 37 bilhões de dólares e estima-se que atinja 1 bilhão de dispositivos conectados até 2022 segundo a Grand View Research. Atrás apenas dos EUA, o mercado brasileiro movimentou 2,3 milhões de reais só em 2020, com 1.394.857 de relógios inteligentes e pulseiras fitness vendidas, de acordo com dados da A IDC Brasil, divulgados em março deste ano.


As pulseiras contam os passos, monitoram os batimentos, gastos de calorias, temperatura corporal, padrão de sono, e auxiliam nas mais diversas atividades físicas, através da medição da luz (PPG). À medida que o coração bate, o fluxo sanguíneo aumenta e absorve mais luz. Entre batidas, quando há menos sangue, mais luz é refletida de volta ao sensor. Este resultado é o pulso. Com esse número é possível calcular as outras informações. Geralmente as medições são precisas, mas os aparelhos não são considerados dispositivos, tatuagens problemas no encaixe e a própria movimentação durante uma atividade podem interferir nos resultados.


Acompanhar esses dados estimula o cuidado com a saúde e a prática de atividades físicas. Permitindo acompanhar a intensidade de exercícios, o que facilita a definição de objetivos pessoais e o acompanhamento da intensidade da atividade e dos resultados, o que ajuda na evolução e na busca por uma vida mais saudável. Modelos vendidos no exterior até avisam quando detectam alguma alteração brusca na frequência cardíaca, e já foram manchetes alguns casos de vidas salvas e doenças descobertas após uma notificação de alerta.


Recentemente eles também auxiliaram na detecção de sintomas do Covid-19 graças ao Oxímetro, que mede a saturação do oxigênio através da tecnologia dos raios infravermelhos. O cenário de pandemia também estimulou as vendas desses dispositivos, já que houve um aumento da preocupação com a saúde, e a mudança nos hábitos pessoais e profissionais.


Os aparelhos ainda levantam a questão da privacidade dos dados, já que grandes empresas têm acesso a suas informações pessoais de saúde,e os dados coletados e compartilhados são considerados sensíveis pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que entrou em vigor em 2020. O processamento de dados só deve acontecer com a autorização do usuário, mas a lei permite o compartilhamento dessas informações para objetivos comerciais, exceto no caso de operadoras de planos de saúde. Esses dados precisam de atenção e tratamento ético, já que podem ser usados para manipular os usuários a iniciar tratamentos desnecessários, ou influenciar o custo do plano de saúde, por exemplo.


Ao escolher um dispositivo smart, vale a pena lembrar de que a sua função é monitorar e não diagnosticar. Um simples registrador da pulsação, não substitui o atendimento médico especializado. Mas, no futuro, deverá ser comum a chegada de pacientes já com informações complexas, e o histórico de atividades e saúde nas consultas. Para assistência a pessoas mais velhas, sensores podem alertar em caso de queda, ou acidente, ou aos usuários com doenças crônicas, os dispositivos poderiam auxiliar fornecendo informações detalhadas de forma simples e confortável. Com a chegada de aparelhos mais sofisticados, o registro de dados será mais preciso, e a relação de monitoramento de saúde estará mais ligada à promoção da qualidade de vida.


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