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Os dois lados do caos

  • Foto do escritor: Juliana Pereira Santana Santos
    Juliana Pereira Santana Santos
  • 23 de mai. de 2021
  • 1 min de leitura

5 da manhã - o despertador toca. Ainda cansado do dia anterior, ele levanta e se prepara para mais uma jornada. Toma banho, coloca o uniforme, toma seu café puro e prepara a mochila para sair.


O mundo está um caos, mas ele sabe que seu ônibus continua lotado, pensar nisso sempre lhe traz preocupação. Acrescenta mais uma máscara na mochila, sua esposa que costurou. O álcool gel está quase no fim, ele espera que na guarita do prédio onde trabalha tenha mais. Ele se despede da esposa - a prece é constante para que ele volte bem.


Ele avista o ônibus e corre para não perder, ao entrar, não existe mais espaço ali, ele se esforça e consegue se manter. Chegando ao trabalho ele lava as mãos, troca a máscara e assume seu posto na guarita.


Rapidamente uma moradora chega. O som do carro está alto, com amigos no banco de trás, sua maquiagem borrada, sem máscara ela o cumprimenta com a voz embriagada. Ali, ele não vê nenhuma preocupação e em mais um dia a prece se faz presente.


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