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Deu match! Apps de namoro crescem durante a pandemia

  • Foto do escritor: Renata Queiroz
    Renata Queiroz
  • 22 de mai. de 2021
  • 3 min de leitura

Apesar de não poderem se encontrar pessoalmente, mais pessoas estão usando aplicativos durante a quarentena



A chegada da pandemia e a necessidade do isolamento social obrigou a população a mudar drasticamente a forma de se relacionar com outras pessoas. Encontrar os amigos nos bares, restaurantes e cinemas tornou-se algo inviável. Os tão comuns abraços e beijos que os brasileiros estão acostumados a dar e receber diariamente parecem até coisa de outro mundo. E com todas essas mudanças impostas repentinamente, as pessoas foram forçadas a adaptar a interação social para os meios digitais.


E isso não se aplica apenas a amizades e relacionamentos profissionais. Durante o isolamento social, a procura por relacionamentos amorosos se intensificou. O aplicativo de namoro Tinder, por exemplo, viu seu número de usuários crescer drasticamente, conforme divulgado em seu relatório anual no site da empresa.


O publicitário Guilherme Victorino, de 22 anos, foi uma das pessoas que encontraram no Tinder uma alternativa para amenizar a solidão que vinha enfrentando durante a quarentena. “Foi uma solução que eu encontrei de poder conhecer pessoas novas, já que a gente não pode sair para festas. Acho que nessa pandemia todo mundo ficou um pouco mais carente e ter pessoas para conversar é uma coisa legal. As vezes a gente acaba fazendo até novas amizades.”


Para se ter uma ideia da intensidade da procura pelos apps de relacionamento, logo na primeira semana de pandemia nos Estados Unidos (ainda não há dados somente do Brasil), o Match Group, empresa dona da plataforma Tinder, alcançou um impressionante recorde de mais de 3 bilhões de interações entre os usuários da rede em apenas um dia.

O número de assinantes do app também teve um aumento de 12% no terceiro trimestre de 2020 e a empresa obteve um lucro de 249 milhões de dólares, com uma alta de 21% em relação ao mesmo período em 2019.

Além disso, um dos motivos que podem explicar esse “boom” do Tinder foi também a implementação de uma ferramenta de videochamada. Uma pesquisa realizada no ano passado pela Happn apontou que 54% dos usuários estariam dispostos a ter um primeiro encontro por meio da videochamada.


Foi o caso da estudante de pedagogia Andressa Miranda, de 24 anos, que decidiu dar uma oportunidade para o aplicativo após alguns meses de isolamento. “Eu tive um encontro por videochamada no ano passado depois de um tempinho conversando com um cara que eu conheci no Tinder. Foi bem legal e nós continuamos juntos. Se fosse pessoalmente talvez eu não teria tido coragem, mas online a gente se sente mais segura.”


Mas engana-se quem pensa que os usuários estão apenas atrás de um desfecho romântico. Os aplicativos tornaram-se também alternativa de interação virtual mais aprofundada, para que as pessoas não se sintam tão isoladas durante a pandemia. O fato de todos estarmos passando pela mesma situação difícil ao mesmo tempo está aumentando a nossa busca por companhia e, por consequência, os aplicativos estão ganhando novos significados.


O técnico em informática Carlos Lima, de 26 anos, viu no Tinder uma oportunidade de ir além de relacionamentos amorosos. Por meio da plataforma ele conseguiu encontrar também um novo grupo de amigos. “Eu estava usando o Tinder pra passar o tempo mesmo, aí achei um perfil que tinha uma galera em busca de novas amizades. No começo eu achei engraçado e meio estranho, mas depois eu vi que era uma boa ideia. Comecei a trocar ideia com o pessoal e viramos amigos”.


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