Nasce uma inspiração
- Felipe Oliveira Carvalho

- 22 de mai. de 2021
- 3 min de leitura
Atualizado: 24 de mai. de 2021
Após vencer o câncer, adolescente conta um pouco sobre sua trajetória e o incentivo comportamental que espera transmitir às pessoas
Maria Eduarda Damiana da Silva, de 18 anos, desempregada, nascida e criada em Recife, foi diagnosticada em 2016, com um tumor ósseo maligno, chamado de osteossarcoma. Essa doença a rendeu inúmeros obstáculos, mas com sua força, fé e determinação, conseguiu encarar e vencer esse desafio que até então parecia ser insuperável.
Quando completou 16 anos, começou a sentir diversas dores na região do joelho que se intensificavam cada vez mais, fazendo com que Maria andasse com dificuldade e fosse levada a um hospital. Ao chegar na Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (UPAs), o médico a encaminhou para realizar um Raio-X, e logo após duas tentativas, concluiu assim, que se tratava de um tumor, mas não sabia informar se era de caráter benigno ou maligno, e que era para procurar rapidamente, um Hospital de Câncer da região.
Após uma biópsia confirmar que se tratava de um câncer ósseo, o médico a encaminhou para o Hospital de Câncer de Pernambuco, onde começou a ser cuidada por um especialista em osteossarcoma, que a explicou todo o processo que teria que vivenciar.
Em sua sexta sessão de quimioterapia, passou por uma cirurgia para colocar uma prótese interna, e assim remover o câncer que estava localizado na rótula do joelho, retirando o osso e realocando um ferro internamente. Ficou seis meses com essa prótese, que no quinto mês, se infeccionou. Foi encaminhada para a sala de exames, e concluíram que se era necessário, a amputação de sua perna direita.
A princípio, ela e sua família ficaram extremamente desamparados com todo o processo de aceitação da notícia e partida para a ação, mas com a coragem e a fé que possuíam, no decorrer do tempo, foram juntando forças para enfrentar todas as etapas até a cura da doença em 2019.
Maria relata que toda essa experiência que vivenciou foi uma provação para se certificar de que era uma guerreira e precisava dar mais valor às pessoas e pequenos detalhes em sua vida. E que agora, iria focar nas suas metas e sonhos, que seriam cursar designer gráfico, ter um excelente emprego, construir sua família e oferecer uma vida digna para os seus pais e sobrinhos.
Além de se inspirar em seus parentes, e amigos que vivenciaram situações parecidas com as dela, também usava como fonte de inspiração, influenciadoras. Sendo elas, Paola Antonini, que perdeu a perna esquerda em 2014 após um acidente de carro e se tornou um exemplo de positividade para outros; Letícia Silverio, que também foi diagnosticada com osteossarcoma e através de seus stories e postagens mostrava seu dia a dia na luta contra a doença e influenciava seus seguidores a não desistirem; e Duda Riedel, que participou de uma cirurgia de transplante de medula, e ficou famosa ao compartilhar vídeos da rotina de tratamento com bom-humor e otimismo.
Maria conta que hoje em dia, existem algumas pessoas que se inspiram e acompanham claramente sua história, mencionando até uma situação em que uma mãe a pediu pela plataforma do Instagram, para que ela estimulasse seu filho a não desistir e continuar o tratamento contra o câncer.
Supõe em seus relatos, que caso fosse influencer digital, iria usar todo seu engajamento e poder, para que através de sua história, fosse um exemplo de incentivo para as pessoas adotarem comportamentos mais positivos em relação a situações difíceis, e sugerir para que sempre se apeguem bastante a sua fé, independentemente da religião no qual se reconhece.
Identificando - se como católica, Maria até menciona uma música gospel que a ajudou muito nos momentos difíceis, Noites Traiçoeiras, do Padre Marcelo Rossi”, destacando o seguinte trecho “Seja qual for o seu problema, fale com Deus, ele vai ajudar você, após a dor vem a alegria, pois Deus é amor e não te deixará sofrer."
Por fim, espera que sua história seja compartilhada ainda entre muitas pessoas, para que possam se espelhar, e assim ressignificar suas condutas, se tornando pessoas mais empáticas e apreciadoras de momentos mínimos e inesquecíveis, que não podem ser vivenciados novamente.
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