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Emissão de gases reduz com a pandemia

  • Foto do escritor: Nicolle Dias
    Nicolle Dias
  • 23 de mai. de 2021
  • 3 min de leitura

Dados da CET indicam que o percentual de poluição diminuiu durante o último ano


Em 22 de março de 2020, o governo do Estado de São Paulo, tomou como providência no contexto da Pandemia do COVID-19, a instauração de um Decreto que de forma emergencial coloca todo o Estado em quarentena, abrangendo “restrição” de atividades, evitando dessa maneira a propagação ou possível contaminação do coronavírus, entrando em vigor na data de 24 de março de 2020.


Os dados coletados pela CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) mostram que antes da quarentena a Capital tinha em média 7 milhões de carros circulando pelas vias, porém, durante o isolamento essa quantidade caiu para um milhão e meio. Uma pesquisa realizada pela meteorologista Ariane Frassoni do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) mostra que o Estado teve uma queda de até 30% na poluição logo nas primeiras semanas de isolamento. Os dados para a pesquisa foram retirados das informações enviadas pelo satélite da Nasa.


Diante de tal fato, têm sido criada uma expectativa de que os cidadãos continuem com atitudes a favor do meio ambiente, prevenindo a natureza e encontrando alternativas para diminuir a liberação desses gases.


Segundo o engenheiro e perito ambiental Gabriel Hoffman, “O principal fator para a diminuição geral dos gases poluentes (CO e Nox) durante o período pandêmico, foi a baixa circulação de pessoas nas ruas devido o isolamento social, contudo a menor circulação de veículos automotores, ônibus e motos que são geradores destes gases.” Mesmo que os gases poluentes tenham representado uma queda em relação ao ano de 2019, esse número ainda é preocupante.


A estudante de Jornalismo Gabriela Mota faz parte de uma porcentagem dos brasileiros que sofrem com algum tipo de doenças respiratórias, ao ser questionada sobre como se sente em lugares com alto e baixo índice de poluição, nos conta que seus problemas mal aparecem quando desce a serra e fica em seu apartamento na praia, onde os teores de poluentes são menores, “toda vez que viajo para lá percebo a melhora quando respiro, principalmente na minha rinite, coisa que já não acontece quando estou em São Paulo, fico dias sem conseguir ter um boa noite de sono.”


A gestora ambiental Maria Luisa Brigadeiro Abuassi orienta que para melhorar o cenário de emissão de gases como o CO2 demora pelo menos algumas décadas. Alguns estudos mostram que mesmo se pararmos de emitir gases de efeito estufa (como o CO2) agora, os efeitos danosos no ambiente, como aumento da temperatura, não serão possíveis de serem revertidos.


Em entrevista o residente de medicina da USP Guilherme Mota de 27 anos explica que a exposição breve ou prolongada dos gases pode acarretar problemas de saúde, pois o sistema respiratório está altamente ligado ao ar que respiramos, portanto quando inspiramos um ar impuro, a chance de pegar uma infecção e inflamação são altas, pode até prejudicar as funções pulmonares e agravar quadros de doenças respiratórias crônicas.

Guilherme completa instruindo de que forma os gases agem no sistema respiratório, “as substâncias impuras normalmente são pausadas pelo sistema de defesa do nosso organismo, porém, quando essas substâncias existem em grande quantidade, a chance de algumas partículas ultrapassarem esse mecanismo de defesa aumenta, fazendo com que elas atinjam as células do sistema respiratório, dificultando por exemplo a respiração e impedindo que ele funcione de maneira correta.”


De acordo com Gabriel Hoffman engenheiro e perito ambiental da Secretaria Municipal do meio ambiente de Nova Tebas, o retorno do funcionamento da economia fará com que esses números voltem a crescer, atingindo um valor igual ou maior do que era encontrado em um cenário pré- pandêmico, devido ao aumento de circulação das pessoas e a necessidade de locomoção, irá alavancar ainda mais esses índices.


O engenheiro também explica as medidas para manter essa queda de emissão no momento pós pandemia, incentivar o uso de bicicletas (ciclovias), para utilização de um transporte público de qualidade (Metro, Ônibus, Bonde), dificultar a circulação de veículos automotores (Rodizio de placa), incentivo ao home office e outra medidas para trabalhar a distância com a mesma eficiência e principalmente a fiscalização dos Órgãos Ambientais competentes aos grandes geradores de emissões atmosféricas.


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