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Veio pela paixão do esporte a principal motivação de ser jornalista

  • Foto do escritor: Cesar Augusto Ramos
    Cesar Augusto Ramos
  • 23 de mai. de 2021
  • 4 min de leitura

Atualizado: 25 de mai. de 2021

Juliana Yamaoka conta detalhes da sua formação de jornalista e dá dicas sobre o mercado de jornalismo esportivo na pandemia


Formada em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero em 2016, Juliana Yamaoka possui 3 empregos na área. Em 2013, entrou na faculdade e logo de cara, deu seus primeiros passos como estagiária na Rádio Gazeta AM (hoje Rádio Gazeta Online), depois ela trocou de estágio e foi para a TV Gazeta, fazendo a produção do Mesa Redonda e do Gazeta Esportiva. Ficou um tempo fora da área, até que, em setembro de 2018, conseguiu emprego para ser repórter e produtora da Rádio BandNews FM, no cargo que ocupa até hoje.


A jornalista conta que a paixão do seu time e pelo futebol, se tornou fundamental para entrar na profissão: “Sou torcedora do Santos, meu pai também é santista apaixonado e aí ele começou a me levar no estádio, isso mais ou menos depois do título do campeonato brasileiro do Santos em 2002. No começo de 2003, eu fui pela primeira vez ao estádio. Foi em um jogo no Pacaembu entre Santos x Juventus e aí eu comecei a gostar porque meu pai falava de futebol e me dizia: “vou te levar um dia, vou te levar um dia”, e aí eu me apaixonei. Eu frequento o estádio desde 2003. E aí quando eu descobri que seria uma profissão eu falei: “nossa, bora viver de futebol!”, e então meu sonho sempre foi trabalhar com jornalismo esportivo, já entrei na faculdade com esta intenção”, conta a Juliana.


Quando à pandemia da Covid-19 começou, Juliana, conta o processo de adaptação de trabalho durante a pandemia e no começo, ela teve que se desempenhar em uma outra editoria da BandNews FM: “Acordava às 5h30 da manhã, ia pra Band, fazia maquiagem, fazia participações na TV, entrava na rádio, passava o dia inteiro lá. Hoje eu acordo um pouco mais tarde, porque não tenho as entradas na TV por enquanto, não assim com tanta frequência como tinha antes. No período em que o futebol parou, fiquei 100% no jornalismo geral. Quando o futebol voltou, a gente se dividia um pouco, até se adaptar pra voltar 100%”, disse ela.


Ela ainda conta como é a rotina atualmente com as transmissões de futebol na rádio e os protocolos que estão sendo adotados, para serem feitos: “Por enquanto, a gente tá fazendo tudo nos estúdios. Em algumas ocasiões especiais, como semifinal e jogos decisivos, a chefia está mandando reportagem pro estádio. No estúdio, é o espaço mais seguro e lá tem 2 estúdios diferentes: o principal, com a pessoa comandando a mesa que ancora a transmissão, o comentarista e o narrador, e recentemente eles colocaram uma divisória de acrílico por lá e no reserva, que é onde os repórteres ficam entre os monitores de TV”, explicou a Juliana.


Questionada se o jornalismo esportivo virou uma importância essencial na pandemia, para quem curte e quer se informar em diferentes plataformas, Juliana Yamaoka, acha que essa discussão é muito ampla: “Eu acho que as pessoas têm visões diferentes, sobre coisas que são importantes ou não e eu acho que não existe muito certo e errado e acho que precisa ter uma opinião com embasamento para aquilo que você defende. Hoje vejo o esporte, trazendo um pouco mais de alegria das pessoas, ainda que muita coisa esteja correta e vejo a consciência de cada um também. Se todo mundo estivesse com muita consciência, a situação estaria melhor. É uma questão polêmica pra falar!”, conta à jornalista.


Sobre o dia a dia das pautas, à distância ou presencialmente, Juliana Yamaoka, conta os processos com os quadros e programas que ela produz: “Eu tenho tanta coisa fixa já, tipo as pautas do programa “BandNews na sua Onda”, com Glenda Kozlowski e Carla Bigatto, quadros fixos como: “Brasil Afora” e “ Na Trilha do Pódio”, e que acabo me concentrando nelas. Aí quando surge alguma coisa diferente, a gente abraça também, eu tento sair no comum. À chefia passa uma ideia, às vezes uma ideia minha e envio isso para a redação. Então depende muito assim. A gente tá no período de pandemia, então, às vezes tenta tocar bastante no assunto”, disse.


Juliana, explica como funcionam normalmente as coletivas dos clubes de maneira virtual e dá detalhes sobre esse passo tão novo para a profissão, por causa da pandemia: “Os times de São Paulo, que a gente mais cobre aqui, tem um grupo de WhatsApp. Eles mandam informações tipo: “tem vídeo novo no YouTube, tem desfalques dos jogadores”, e eles ficam sabendo. No Santos, que é o time que mais fico de perto, tem um grupo específico também da coletiva de imprensa, onde ficam só os setoristas que cobrem com mais frequência o time e eles disponibilizam um link, como as coletivas do treinador e do presidente do clube. Cada setorista entra e precisa manifestar o seu nome e a empresa, onde você trabalha e o assessor faz uma lista, porque às vezes tem mais jornalistas do que o número de vagas, porque geralmente são 10 perguntas. Basicamente, é isso!”, explica ela.


E ela ainda espera que tudo isso volte como era antes, ainda mesclando: “Acho que os clubes, eles têm essa preocupação de blindar jogadores e são pouco acessíveis. Mas, ao mesmo tempo, como a coletiva online é uma realidade que pode continuar. Vamos ver como isso vai passar e espero que a característica do jornalista de apurar e acompanhar isso de perto, não se perca, que é importante”, conta a Juliana.


Sobre as perspectivas do mercado do jornalismo esportivo pós-pandemia, Juliana Yamaoka afirma que isso sempre foi muito restrito e a tendência é continuar assim, da mesma maneira: “A pandemia mudou tanta coisa. O mercado do jornalismo esportivo, ele sempre foi e será bastante restrito, porque existem um grupo de pessoas que está na área há muito tempo, que está acostumado a ver, ouvir e estão até hoje, porque são considerados importantes. Tem uma galera de renovação que está chegando e ainda me considero jovem na profissão, perto das pessoas mais experientes. É mais restrito também com as mulheres ainda, apesar da gente ter vários colegas que estão em evidência”, finaliza a jornalista.


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