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Fórmula 1, a competição queridinha do brasileiro

  • Foto do escritor: Rodrigo Fiore
    Rodrigo Fiore
  • 23 de mai. de 2021
  • 5 min de leitura

Categoria que completou 70 anos em 2020, mesmo sem piloto brasileiro, continua a atrair novos adeptos no País


A F1 é um dos esportes favoritos dos brasileiros. Estatísticas da própria categoria reforça a ideia de ela ser a maior categoria do automobilismo mundial, em 2020 a categoria foi acompanhada por 433 milhões de pessoas em todo mundo. E uma boa parte vem do mercado brasileiro, que mesmo não tendo um piloto brasileiro no grid desde 2018, é o que mais acompanha com 180 milhões de pessoas. Seguido dos Estados Unidos com aproximadamente 43 milhões. Engana-se que a Fórmula 1 atualmente se resume à televisão, mas também, mas também nas mídias digitais. Pois nas redes sociais oficiais da categoria obtiveram crescimento significativo no ano passado, o que gera engajamento também na internet.


Sérgio Sirvely, 33 anos, que é um fã de F1 desde criança quando tinha o costume de ficar na frente da TV imitando os movimentos dos pilotos dirigindo com um prato. E essa paixão foi crescendo e ele queria compartilhar com o mundo e nisso em 2012 criou o canal no Youtube Boteco F1. E nele faz vídeos tirando dúvidas dos inscritos sobre a categoria e Lives comentando sobre o que aconteceu na corrida, nesse segundo caso se atentando com assuntos técnicos e de tempo para não ficar cansativo. Por conta do canal, Sérgio não tem uma torcida declarada sobre piloto ou equipe. Entretanto, destaca positivamente Max Verstappen, Hamilton e Ricciardo. Em relação à equipe, ele tem um carinho pela McLaren. Sobre o futuro da categoria, Sérgio destaca que apesar das mudanças nos automóveis para os próximos anos ele garante que a F1 não vai acabar como muitas pessoas pensam, pois eles acabaram de abraçar um novo público que é os jovens.


Uma prova que o público vai se renovando é do Junior, 18 anos, fã de F1 e que assiste às corridas desde 2014 junto com o pai dele que o incentivou. Dentre as equipes a que ele mais gosta é a Williams, mas ele tem idolatria pelo inglês Lews Hamilton além de gostar do Russel da própria Willians, Ricciardo e Tsunoda. Sobre como é a rivalidade entre torcidas. Junior reitera que se o fã for profissional vai discutir em alto nível com o rival, mas infelizmente alguns se alteram e acabam se excedendo, mas nada que fuja do normal. Junior conta que se mantém informado pelos sites, canais, e páginas na internet.


Renovar o público é fundamental, mas existe também o adepto tem que manter os adeptos de anos como João Carlos de Britto, 40 anos, que acompanha desde 1988 por intermédio do irmão, e enquanto o irmão parou de assistir ele seguiu fiel a categoria. Atualmente ele torce pela equipe Mercedes e pelo piloto Lewis Hamilton. Sobre a rivalidade entre os torcedores ele ressalta como o Junior é tranquilo, mas sempre tem muitos que se exaltam e o segredo não é ligar para eles. João se informa através da internet com páginas especializadas. E destaca a importância de assistir o fim de semana de corrida completo (treinos livres, qualificação e corrida). Nesse momento João lembra da realização de um sonho de assistir um grande prêmio fora do Brasil e aconteceu em 2018 no GP dos Estados Unidos.


Outro desafio que Fórmula 1 tem é de atrair a atenção de pessoas que tinham o hábito e que atualmente assistem esporadicamente as corridas como Luiz Paulo de 32 anos, que tinha como hábito de acompanhar bastante a categoria, e que agora vê esporadicamente pois para ele há um baixo nível de competitividade, entretanto para ele voltar a assistir só se voltar a ter a competitividade e equilíbrio. Mas se engana que ele abandonou a categoria pois se mantém informado por meio de sites e televisão. E ressalta que um dos principais fatores para deixar de ver regularmente foi mesmo foi a falta de brasileiros, e ainda recorda de ter acompanhado poucas corridas do Ayrton Senna, e que as exibições dele fizeram Luiz virar fã, e lamenta os brasileiros que o sucederam não tiveram o mesmo sucesso.


Outros tentam esperar um segundo piloto brasileiro de destaque para voltar a acompanhar a Fórmula 1, como Thiago Fiore de 28 anos que acompanhava algumas corridas, mas não via pilotos brasileiros de destaque como Senna e Piquet. E destaca que via a categoria antigamente como algo para assistir em família torcendo para o brasileiro ganhar. E para voltar a acompanhar a categoria regularmente só se tivesse um piloto que estivesse representando bem o país nas pistas.


Segredos do Sucessos


De fato, a F1 está enraizada no Brasil seja pelo fato de ser um dos poucos países que o acompanham pela TV aberta, pois o esporte era da Globo até o ano passado e atualmente passa na Band. E pelo histórico vitorioso do país com títulos mundiais conquistados entre os anos 80 e 90, primeiro pelo pioneiro Emerson Fittipaldi, partindo dos títulos de Nelson Piquet e do tricampeonato de Ayrton Senna.


Sérgio ressalta que se não tínhamos piloto brasileiro campeão pelo menos representava bem fazendo corridas consistentes e conquistando algumas vitórias como por exemplo Rubens Barrichello e Felipe Massa, que não foram campeões mundiais, mas marcaram uma geração.


Para Junior que reforça também o sucesso mundial da categoria é que recentemente ela foi para o controle da Liberty Mídia e que ela vem trabalhando forte para o público jovem acompanhar as corridas e comparar a categoria com a NBA, outro sucesso de audiência mundial reforçando a ideia que a tendência pode crescer mais.


João não tem uma resposta certa para essa questão, mas acredita que o Brasil já tem uma certa paixão por carro e juntamente com o passado vitorioso de brasileiros no automobilismo ajuda e muito o consumo pela categoria.


Todos têm uma lembrança


O DNA da Fórmula 1 está muito enraizado no país pois sendo fã ou não todos tem pelo menos uma lembrança especial da categoria, sendo algo relacionado às corridas históricas, títulos, vitórias dos brasileiros ou não, ou até mesmo algo que não tem muito a ver com isso.

Para Júnior um adepto novo da F1 ele tem lembranças memoráveis como a pole do Massa na Áustria em 2014, e uma lembrança que tanto Junior como João Carlos lembram é a primeira vitória do Senna no Brasil em 91 com somente uma marcha que foi reprisada pela Globo no ano passado.


Luiz Paulo tem como lembrança na F1 boas e ruins as boas que ele recorda são: As vitórias de pilotos excepcionais como Ayrton, Michael e Hamilton. E lembranças não tão boas e mesmo assim marcou ele que foi a derrota do Massa na última curva da última volta (GP do Brasil em 2008), o acidente do Massa também marcou bastante (na qualificação do GP da Hungria 2009, mola que soltou do carro do Rubinho e acabou acertando o compatriota) e recentemente o acidente do Grosjean (GP do Bahrein 2020 em que o carro dele pegou fogo após se chocar no muro de proteção).


Thiago também tem lembranças boas e ruins da categoria, os momentos bons são dos momentos de ouro do Brasil no esporte, e de outras que para ele foi ruim como o próprio acidente da Massa 2009, do maluco (pastor) que invadiu a pista (GP da Inglaterra de 2003, corrida que teve o Rubinho como vencedor), e o comando da Ferrari para o Rubinho ceder a vitória para o seu companheiro de equipe (GP da Áustria 2002 cedeu a vitória para o Michael Schumacher), e para ele isso foi imperdoável.


Entretanto a melhor lembrança relacionada com a F1 não teve nada a ver com corrida ou conquista específica como recorda Sérgio sobre a dificuldade de encontrar alguém para debater sobre a categoria, e recorda que antes do canal era somente 1 ou 2 amigos que gostavam e olhe lá, agora ele sai na rua quase sempre reconhecem ele e começam a conversar. E por fim reforça a ideia de ter criado uma comunidade muito legal de fãs de F1 e que graças a isso podem conversar todo dia sobre o assunto.


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